Depois de um período desafiador, o setor ferroviário de passageiros iniciou 2024 com perspectivas mais otimistas. A produção do ano foi de 228 carros, com previsão de mais 188 unidades para 2025.
Setor Ferroviário de Passageiros Ganha Incentivo e Demonstra Reação
Por: michel
Publicado em 9 de dezembro de 2024 - Atualizado em 11 de fevereiro de 2025 às 13:55
Apoio Político e Incentivos
Segundo Massimo Giavina, 1º Vice-presidente do SIMEFRE (Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários), o fortalecimento do setor se deve ao apoio político, tanto em nível federal quanto estadual.
No âmbito federal, um grande avanço foi a criação da Frente Parlamentar para o Fortalecimento da Indústria Ferroviária Brasileira, presidida pelo deputado Pedro Uczai. Essa iniciativa visa apoiar a formulação de leis e políticas que consolidem o setor como estratégico para o Brasil.
Principais Projetos e Concessões
Entre as medidas que impulsionam a recuperação do setor, destacam-se:
- Licitação e assinatura da concessão do Trem Intercidades (TIC – São Paulo/Campinas);
- Concessão da Linha 7 do Metrô de São Paulo;
- Concessão do Metrô de Belo Horizonte;
- Resolução do impasse do VLT de Mato Grosso e venda dos equipamentos para o VLT de Salvador;
- Lançamento do primeiro projeto de VLT no centro de São Paulo, pela Prefeitura.
Investimentos e Perspectivas
O PPI-SP (Programa de Mobilidade Urbana de Parceria e Investimento do Estado de São Paulo) prevê 11 projetos nos próximos cinco anos, totalizando investimentos estimados em R$ 215 bilhões. Essa retomada vem acompanhada da recuperação da demanda de passageiros, especialmente no Metrô de São Paulo.
“Existe um grande déficit nos sistemas do Metrô e CPTM. Serão necessários elevados investimentos para a evolução dos mesmos.”
O setor também enfrenta o desafio de qualificar mão de obra. Para suprir essa demanda, o SIMEFRE solicitou apoio do SESI e SENAI para capacitação técnica.
Desafios e Ameaças
Apesar do otimismo, Giavina alerta para desafios como as isenções fiscais para importação de fornecedores estrangeiros, sem equivalência para os contratos nacionais.
“Os impostos de importação são bem abaixo dos valores atribuídos a outros setores do SIMEFRE, que chegam a 30-35%, enquanto o setor ferroviário paga apenas 11,5%.”
Projeção para os Próximos Anos
As perspectivas para os próximos 20 anos indicam encomendas na ordem de R$ 70 bilhões, sendo R$ 23 bilhões destinados à exportação.
Entre os projetos em andamento estão a substituição do BRT no Rio de Janeiro por um modal de maior capacidade, como o VLT, além de exportações para Taiwan e Bucareste.