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Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários

Novo trecho interliga metrô e BRT

10 de novembro de 2016


O BRT Transbrasil não fazia parte do caderno de encargos da cidade do Rio de Janeiro para a Olimpíada de 2016,
e só será inaugurado no ano que vem. Mas a expansão da linha que ligará Deodoro ao Centro do Rio já está nos
planos da Prefeitura. A extensão do novo BRT de Deodoro até Santa Cruz, integrando a linha ao BRT Transoeste
foi incluída no Planejamento Estratégico do município, ainda sem data ou previsão de orçamento para sair do
papel.
“A nova ligação permitiria integrar o sistema de transportes do Rio de ponta a ponta. Do extremo Oeste ao
extremo Leste, onde fica o Centro da cidade”, diz o secretário municipal de Transportes, Rafael Picciani. Outro
projeto em estudos é a implantação de um BRT conectando a Transolímpica e Transbrasil pelo eixo da Avenida
Dom Hélder Câmara. “É uma obra complicada, porque cruza muitos bairros da Zona Norte, numa região com
grande densidade de população”.
O terceiro projeto incluído no Planejamento Estratégico da cidade é a instalação de grandes terminais de ônibus
no entroncamento da Avenida Brasil com as principais rodovias de acesso à cidade, Washington Luís e Presidente
Dutra, também está nos planos da Prefeitura. A ideia seria permitir a integração dos ônibus com origem nos
municípios da Região Metropolitana do Rio ao sistema de BRT, desafogando o trânsito na capital fluminense.
Os planos dependem do andamento das obras do BRT Transbrasil, hoje, 60% concluídas. A linha começa no
Centro, onde se integra ao VLT, tem conexões com a rede de trens urbanos da Supervia e termina em Deodoro,
conectandose
ao BRT Transolímpica. Com 32 Km de extensão, o Transbrasil tem um custo estimado de R$ 1,5
bilhão.
Enquanto o Transbrasil não vem, outro trecho importante da rede de BRT do Rio de Janeiro será inaugurado em
junho. Tratase
do Lote Zero, expansão do BRT Transoeste. O investimento de R$ 95 milhões vai estender a linha
do Terminal Alvorada até o Jardim Oceânico, onde se integrará à futura Linha 4 do Metrô.
Cinco estações já estão concluídas e em breve serão entregues ao operador para a instalação de mobiliário e
equipamentos. “O novo trecho vai permitir ao passageiro ir de Santa Cruz ao Centro com rapidez e conforto
quando a obra do Metrô estiver concluída”, diz Alexandre Castro, gerente de Infraestrutura do BRT.
Segundo Castro, cerca de 150 novos carros com 23 metros e 28 metros estão encomendados para atender à
expansão da rede, o que inclui Transbrasil, Transolímpica e o Lote Zero. Quarenta veículos já foram entregues. A
encomenda chega a R$ 300 milhões e os carros serão 100% fabricados no Brasil.
Atualmente, a rede de BRT do Rio de Janeiro recebe por dia 450 mil passageiros, número que deve subir para 500
mil com a entrada em funcionamento da Transolímpica. “Ainda não sabemos o impacto do Lote Zero. Em
princípio ele deve agregar cerca de 15 mil passageiros novos, que hoje fazem o trajeto por meio de linhas
alimentadoras. Com o tempo e a entrada em funcionamento do Metrô, esse número vai crescer e muita gente vai
deixar o carro em casa”, aposta Castro.
Picciani defende a opção da cidade pelo sistema de BRT por causa da agilidade e do baixo custo de implantação.
Segundo ele, em apenas cinco anos foi possível cobrir praticamente a cidade toda por um custo que teria sido
inviável se a opção fosse feita pelo Metrô. “O BRT não concorre com o Metrô. Na verdade, a rede de transporte tem
de ser multimodal”, argumenta. “Se deixássemos o BRT de lado não teríamos 150 Km de novas vias para
transporte de massa e não ganharíamos um quilômetro a mais de Metrô por causa disso”.