Mercado de Ônibus Deve crescer 20% em 2024
Por: rafael
Publicado em 9 de dezembro de 2024 - Atualizado em 26 de janeiro de 2025 às 02:06
Previsão de Crescimento do Setor de Ônibus para 2024
O setor de ônibus prevê um aumento de cerca de 20% em comparação com 2023. A estimativa de crescimento foi divulgada por Ruben Bisi, diretor do Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (SIMEFRE). De acordo com Bisi, a base até outubro de 2024 foi de 19.486 unidades, contra 16.539 em 2023, o que representa um aumento de 17,8%.
Desafios do Setor Durante a Pandemia
Apesar do crescimento, Bisi destaca que o setor enfrentou dois anos difíceis durante a pandemia, tanto para operadores quanto para produtores de carrocerias.
“A frota envelheceu e a idade média subiu muito. Temos um potencial de recuperar as vendas e diminuir a idade média, mas as taxas de juros, os preços dos insumos, os combustíveis e a diminuição do número de passageiros estão retardando as compras”
Tendências de Demanda e Renovação da Frota
Segundo Bisi, a necessidade de renovação da frota gera uma tendência crescente de demanda a partir do segundo trimestre de 2024, tanto no segmento urbano quanto no rodoviário.
Desafios no Setor Escolar
No setor de ônibus escolar, há uma demanda por prorrogação do Edital do Caminho da Escola do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) para o próximo ano. Isso ocorre devido ao volume de vendas deste ano não ter atendido as expectativas.
Turismo e Perspectivas no Setor
No segmento de turismo, a tendência é que o setor se mantenha aquecido pelo aumento da demanda do turismo interno.
Posicionamento do Governo e Programas de Compras
Em relação ao posicionamento do governo, Bisi destaca o programa de ônibus escolares do Caminho da Escola e o anúncio de compras governamentais de ônibus urbanos a diesel e elétricos pelo Ministério das Cidades, por meio do programa PAC 3 Mobilidade.
Preocupação com a Concorrência Desleal
Por fim, Bisi alerta para um ponto de preocupação: a entrada de produtos chineses no mercado, que não enfrentam o custo Brasil e são beneficiados por subsídios cruzados, o que compromete a isonomia concorrencial.