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Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários

De férias com sua bike

15 de julho de 2020


No pós-pandemia, o cicloturismo pode ser uma forma de combater o estresse, manter a forma, conhecer lugares, respirar ar puro e aproveitar dias de descanso longe das aglomerações

 

O uso da bicicleta vem se popularizando como meio de transporte nas grandes metrópoles – tendência que desponta forte nas cidades europeias e que também deve estar cada vez mais presente nas brasileiras. Além disso, tudo indica que deva crescer ainda mais após a pandemia como uma opção de micromodal de mobilidade. Afinal, trata-se de uma opção barata, saudável e sustentável para se locomover em pequenas distâncias.

Muita gente que toma gosto pelo pedal urbano acaba transformando a magrela em uma companheira também para “pegar a estrada” – atividade que deve crescer após meses de confinamento e isolamento social.

O chamado cicloturismo, nome que se dá às viagens feitas de bike, tem atraído até famosos. No início de junho, o jogador Fred foi de Belo Horizonte (MG) ao Rio de Janeiro (RJ) pedalando, durante cinco dias, passando pelas belas paisagens da Estrada Real, destino famoso entre os cicloturistas.

Mas não é preciso ser atleta nem encarar 600 quilômetros entre as capitais mineira e fluminense para se divertir em uma viagem de bike. Aliás, não é nem recomendável começar com uma distância tão grande, alerta o publicitário e designer gráfico José Francisco Scaglione Quarentei, 53 anos.

Chiko, como é chamado, começou a pedalar à noite, duas vezes por semana, junto com um grupo de ciclistas da zona oeste de São Paulo (SP), há mais de 15 anos. Pegou gosto pela bicicleta, fez amigos e conheceu Camila, 49 anos, em 2009, com quem é casado e pedala junto até hoje. “A gente gosta de rodar em estradão de terra, ali na região de Itupeva ou Jarinu, no interior do Estado. É uma maravilha para espairecer a mente”, conta o designer.

 

30 km todos os sábados

Das pedaladas noturnas pela cidade, Chiko passou a acompanhar uma turma que saía da capital aos domingos de manhã e ia de carro para a Serra do Japi, próxima à Jundiaí, pedalar distâncias maiores.

Mas, antes de fazer a primeira viagem de bicicleta, começou a treinar também aos sábados com os companheiros na Cidade Universitária. “A gente rodava 30 quilômetros todo sábado, em um ritmo constante e mais forte para pegar volume de pedal”, ensina ele.

Outro apaixonado pelo pedal é Caetano Barreira, 43 anos, ciclista e proprietário de uma loja de bicicletas em Santa Cecília, no centro da capital paulista, também dá a dica: “Para se preparar fisicamente, o ideal é pedalar três quartos da distância que se vai rodar por dia na viagem”.

Com muitas viagens de bike no currículo, tanto no Brasil como na Europa, Caetano indica roteiros de cicloturismo existentes como uma maneira simples para começar a viajar de bicicleta. “Como há muitos cicloturistas, as cidades têm uma infraestrutura, o que facilita a preparação. E o caminho pode ser percorrido em cinco, quatro ou três dias, dependendo do nível do ciclista”, explica.