CRRC considera instalar fábrica de trens em Araraquara, SP, destaca Tarcísio de Freitas

Por: anaazevedo

Publicado em 17 de março de 2025 - Atualizado em 17 de março de 2025 às 16:05

A cidade de Araraquara, no interior de São Paulo, está sendo cogitada para receber uma nova unidade da CRRC, maior fabricante de trens do mundo. A instalação da fábrica, segundo o governador Tarcísio de Freitas, seria um passo estratégico para a empresa chinesa, visando atender à crescente demanda do setor ferroviário no Brasil e na América Latina.

Durante uma entrevista ao programa Conexão Paulista, o governador destacou o sucesso da CRRC em contratos importantes, como o fornecimento de trens para o Trem Intercidades São Paulo-Campinas e a Linha 2-Verde do Metrô de São Paulo. A necessidade de ampliar a capacidade produtiva da empresa é impulsionada pela alta demanda de projetos no Brasil, incluindo futuros leilões para a Linha 11, 12 e 13 do Metrô, e o projeto do Trem Intercidades Sorocaba-São Paulo.

A escolha de Araraquara para abrigar a nova unidade não é aleatória. A cidade oferece uma infraestrutura ferroviária robusta e localização estratégica, próxima à Rodovia Washington Luís e a uma ferrovia operada pela Rumo Logística, o que facilita a logística e distribuição da produção. A CRRC também analisa a possibilidade de aproveitar as instalações da IESA, empresa que já forneceu trens reformados para o Metrô e a CPTM, atualmente em recuperação judicial, o que permitiria iniciar a produção com menores custos e prazos reduzidos.

Caso o projeto se concretize, a instalação da fábrica em Araraquara geraria novos postos de trabalho diretos e indiretos, impactando positivamente a economia local. Massimo Giavina, 1º Vice-Presidente do SIMEFRE, destacou que, se confirmado, esse investimento será crucial para o mercado ferroviário brasileiro. “É importante estarmos atentos aos vários aspectos que envolvem essa negociação, para saber quais impactos ela poderá trazer para os fabricantes nacionais”, comenta.

Para o governo de São Paulo, a chegada da CRRC reforçaria a concorrência no mercado latino-americano de material rodante, forçando empresas como Alstom, CAF, Hyundai e Marcopolo a se reinventarem para manterem sua competitividade. A produção local também possibilitaria a empresa a oferecer produtos de alta qualidade a custos mais baixos, impactando diretamente o mercado nacional e regional.

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