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Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários

A resistência das empresas no limite

19 de agosto de 2020


Em artigo publicado no jornal Zero Hora, o presidente da FIERGS, Gilberto Petry, destacou que o equilíbrio entre o isolamento social e um nível estável das atividades econômicas ficou em segundo plano

 

Nesta sexta-feira, a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS) completa 83 anos de fundação. Pois no dia 20 de julho ocorreu um evento inédito na história da entidade: a posse das novas diretorias da Federação e do Centro das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul foi realizada com plateia virtual, através de transmissão da cerimônia pela internet. Esse fato resume o contexto a que estamos submetidos em função da pandemia, mas mostra que, além de tudo, a FIERGS mantém a dinâmica de sua atuação em qualquer situação que se apresente.

Nesses cinco meses de estresse, como disse no discurso de posse, perdi muitas noites de sono, mas não a teimosia de sonhar. Estou otimista em relação ao desenlace da crise atual. Acredito no empresário brasileiro que retira das adversidades novas experiências. Tenho fé nas soluções da ciência, que encerrará este período triste da História.

No entanto, as respostas das autoridades à pandemia trouxeram muitos problemas desnecessários. O equilíbrio entre o isolamento social e um nível estável das atividades econômicas ficou em segundo plano. Vieram as decisões do tipo “sanfona” – abre e fecha empresas – num ciclo que penaliza o sistema produtivo como se ele fosse causa e não uma das vítimas da doença.

A resistência chegou ao limite. Caso essa situação perdure por mais tempo, ao final da pandemia vamos apenas recolher os restos de empresas e de empregos, em meio a um formidável colapso econômico com brutal redução da receita fiscal, o que aumentará as pressões sobre o Estado.

A FIERGS defende a manutenção das atividades econômicas em patamar razoável, dentro de protocolos, capaz de manter empregos e arrecadação de impostos em níveis adequados para o necessário custeio do sistema de saúde pública. Não se trata da questão saúde versus economia, mas, sim, de obter o comprometimento de todos para garantir a dignidade das pessoas que têm desejo de seguir em frente, com atitude, trabalho, bom senso e resolutividade. Características que sempre estiveram presentes nessas mais de oito décadas de atuação da FIERGS.

*O artigo publicado no jornal Zero Hora, nesta sexta-feira (14).