Setor de Partes e Peças para veículos de 2 Rodas fechará o ano em queda

Por: michel

Publicado em 14 de dezembro de 2020 - Atualizado em 14 de dezembro de 2020 às 15:26

O SIMEFRE realiza hoje (14/12) o Encontro Anual da Entidade, no qual apresenta um balanço dos setores representados pelo Sindicato.
Confira como foi o ano de 2020 no setor de partes e peças e quais expectativas para 2021.
Os mercados de partes e peças de bicicleta e motocicletas tiveram uma retração nos dois primeiros meses da pandemia da Covid-19 e a quarentena. Porém, em maio, já foi possível perceber uma recuperação, que apesar de forte, não será suficiente. Os mercados de bicicletas e motocicletas fecharão o ano com quedas de volumes nas ordens de 12,5% e 10,5%, respectivamente, explica o diretor do SIMEFRE (Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários), Auro Levorin.

“Como vínhamos desde o começo do ano com incertezas a respeito do que iria ocorrer no futuro as empresas seguraram compras e reduziram produção e mão de obra. Com a retomada foram pegos de surpresa e a demanda não pode ser suprida por falta de insumos”, completa.

Em relação às exportações, o setor não registra marcas expressivas há muito tempo e com a pandemia global junto com a falta de oferta para o mercado nacional, a redução foi maior, pois a indústria nacional deu preferência ao mercado interno.

As importações de partes e peças de bicicleta tiveram uma queda de 9% e ainda deverá registrar, por falta de capacidade de entrega, uma perda de 3,75% sobre os volumes comercializados em 2019, com isso a indústria nacional foi beneficiada. “Boa parte do benefício obtido é por causa da valorização cambial, que tornou os produtos nacionais mais competitivos, pois a redução da importação foi compensada pelo ajuste cambial da ordem de 33%”, explica Auro Levorin.

Já as importações do mercado de partes e peças de motocicletas teve um aumento de 17%. Isso provocará uma perda de mercado em termos quantitativos para a indústria nacional de 29%.

O diretor do SIMEFRE acredita que essa lacuna que separa a oferta da demanda deverá durar algum tempo, o que traz uma perspectiva de crescimento para os primeiros meses de 2021. Entretanto, com a indicação de que incentivos ao consumo ofertados pelo governo deverão acabar, ou sofrer redução, haverá, talvez, uma volta aos patamares anteriores.

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